<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049</id><updated>2011-09-07T11:19:35.340-03:00</updated><category term='elogios'/><category term='sonho'/><category term='crítica'/><category term='será?'/><category term='cu'/><category term='trem'/><category term='merda'/><category term='andar'/><category term='cinema'/><category term='cama'/><category term='sono'/><category term='pedra'/><category term='mundo'/><category term='quarto'/><category term='noite'/><category term='terra'/><category term='filme'/><category term='gordo'/><category term='Lygia'/><category term='aula'/><category term='hai kai'/><category term='trifosfato de adenosina'/><category term='cabelos'/><title type='text'>Triunvirato</title><subtitle type='html'>Triunvirato. - Português; 1. “Termo proveniente do latim triunviratum que significa 'governo de três pessoas'. Surgido no século I a.C., nada mais foi do que um compromisso mútuo entre os seus integrantes - Pompeu, Crassus e Júlio César.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-3693898128832718456</id><published>2007-11-23T09:22:00.000-02:00</published><updated>2007-11-23T12:02:05.594-02:00</updated><title type='text'>Perigo</title><content type='html'>Ó, céus, um sentimento! Mata, mata! Não deixa esse bicho crescer. Olha! Já cresceu! Mas ainda dá pra matar. Será? Dá, dá sim. Vai lá perto. Eu não, tenho medo. Olha o tamanhão desse negócio já! Mas se não matar agora, depois será tarde demais. Não sei. Pensando bem, é até um bichinho simpático. Não é! É sim. É não! Ai, tá vindo pra cá! Parou, parou. Está só olhando. Será que morde? Parece traiçoeiro. Você sabe o que esses bichos fazem, né? Sim, soube de algumas vítimas. Relatos terríveis. Mas parece tão bonzinho. Não creio que possa ser tão perigoso. Queria ficar com ele, mas... e se crescer demais? É arriscado. E como devo alimentá-lo? Melhor não alimentá-lo. Quer saber? Melhor acabar logo com isso. Sim, sim, antes que me conquiste. Mas como? Agora já não dá mais para pisar nele, nem bater nele. Apenas sufocá-lo. Nossa, como é difícil: tem muito fôlego. Imagina se crescesse mais? Viraria um monstro. Um mostro bonito, mas, ainda assim, um monstro. Não morre. Está morrendo. Ainda demora um pouco, mas está morrendo. Para crescer, é assim do nada, num instante. Mas só morre com o tempo. O importante é não fraquejar. Não desistir. Isso, não parar de sufocá-lo. E ter a certeza que está fazendo a coisa certa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-3693898128832718456?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/3693898128832718456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=3693898128832718456&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/3693898128832718456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/3693898128832718456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/11/perigo.html' title='Perigo'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-628406274854304377</id><published>2007-08-13T01:04:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T22:06:30.583-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='andar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedra'/><title type='text'>Terra</title><content type='html'>A Terra era seca e dura e pedregosa e tinha uma cor esquisita e quente. [Era de todas as cores, porque tudo esconde minúsculos pontinhos coloridos, que ninguém nunca viu porque nunca chegou perto o suficiente. O ser humano nunca se aproxima. Pontinhos coloridos. Rosto grudado numa tela de Monet.] Era, mais que tudo, vermelha. Porque era assim que ele sentia ao olhar para ela, ao pisá-la. Um calor imenso e vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que tinha era uma imensidão de sangue empedrado, que nunca havia perdido o calor. Estava ali por quanto tempo podia lembrar. Mas tinha uma memória muito curta. Ou talvez tivesse aparecido ali assim mesmo, de repente, sem história, sem passado. Não se lembrava de ter sido criança, nem de ter visto ali algum outro homem. Não se lembrava de ter comido ou bebido água. Aliás, não se lembrava de ter chovido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia-se dono do lugar, que sabia também ser imenso. Desde que ali surgiu, preocupava-se em andar por todo lado procurando um limite. Andava quilômetros e quilômetros em direções aleatórias até que parava, elegia outro norte e continuava andando. Seria possível dizer que andava por dias seguidos, se naquele lugar houvesse dias. Mas ali não havia tempo. Não havia noite, nem lua. Olhava para o alto e não via o sol, embora também não visse nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cogitava (apenas cogitava) a possibilidade de estar sozinho. Mas como poderia ter certeza? Não se sentia suficientemente digno de ser dono do mundo, por mais que esse tal mundo fosse uma planície vermelha infinita. E qual a grande vantagem de reinar sozinho sobre o nada? Não se sentia orgulhoso. Também não se sentia miserável. Simplesmente não sentia. Indiferente, apenas andava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-628406274854304377?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/628406274854304377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=628406274854304377&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/628406274854304377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/628406274854304377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/08/terra-era-seca-e-dura-e-pedregosa-e.html' title='Terra'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-8098391941397463771</id><published>2007-08-01T00:42:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T00:46:55.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trem'/><title type='text'>Texto sem título e sem noção</title><content type='html'>Pronto, Bernardo. Diante da sua inércia em usar as figuras que te cedi tão cordialmente, encaixei num texto aqueles comentários a respeito da viagem de trem. Concluí que estou ficando escatológico. Aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumou-se a ser o último. Nunca, em toda a sua vida, chegou pontualmente a lugar algum, nunca ganhou uma corrida, nunca fez um único strike no boliche, nunca foi o melhor aluno da sala, nunca conseguiu um emprego. Viveu sem jamais ter marcado um gol. Quando criança, seu corpo geomórfico já causava problemas. Era incapaz de correr sem uma taquicardia precoce, sem litros de suor a evaporar para as narinas alheias e sem provocar um pequeno terremoto ao redor. E ainda era asmático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou na estação como de costume: atrasado. Não correu. Havia já quase 30 anos que conheci as conseqüências de seus passos mais acelerados. Uma manada a solta em pleno subúrbio carioca. Um atípico deslocamento da placa tectônica sulamericana, a derrubar prédios em Kobi e causar tsunamis na Indonésia. Não acreditava na fúria da natureza. Todo desastre que via pela TV era pura aplicação da terceira lei de Newton e ele assumia sua fatia de culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vagão já estava cheio. Vislumbrou a fileira de passageiros acomodados um ao lado do outro como uma arcada dentária, um sorriso manchado de cigarro e café. Descobriu, satisfeito, que aquele esgar mal-humorado era banguela. Aproximou-se do pequeno vão. Exibiu sua enorme bunda em close para o vizinho da esquerda. Agradeceu por bunda não ter olho. Assim não precisava ver a cara de desaprovação do companheiro de viagem. Ou terá sido um olhar de desespero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desabou. Encaixou-se feito uma prótese mal feita. Os outros passageiros automaticamente assumiram novas e estranhas posturas, como a gelatina que envolve um gordo dedo invasor. Balançou por vários quilômetros, obrigando a todos a acompanhá-lo numa dança esquisita. E suou. As axilas são a parte mais suja do corpo humano porque são abusadas. O cu é discreto, inibido, introspectivo. Mas os sovacos, além de gostarem de aparecer, ainda têm a petulância de andar em dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balançou e suou por quarenta minutos. Foi o último a sair do trem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-8098391941397463771?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/8098391941397463771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=8098391941397463771&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/8098391941397463771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/8098391941397463771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/08/texto-sem-ttulo-e-sem-noo.html' title='Texto sem título e sem noção'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-4321034767724372672</id><published>2007-07-02T22:58:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T23:04:40.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='merda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cu'/><title type='text'>Quase um hai kai</title><content type='html'>Ter raiva é como não ter cu&lt;br /&gt;Acumula e um dia explode&lt;br /&gt;E voa merda pra todo lado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-4321034767724372672?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/4321034767724372672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=4321034767724372672&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/4321034767724372672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/4321034767724372672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/07/quase-um-hai-kai.html' title='Quase um hai kai'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-322676790270709307</id><published>2007-06-29T00:29:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T00:36:50.358-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elogios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='será?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cabelos'/><title type='text'>Uma cena de Maria Joana</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;    _&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Alguém já disse que você fica bem mais bonita de cabelo solto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;    A pergunta pegou-a de surpresa. Não tanto por ser, depois de semanas convivendo no mesmo ambiente de trabalho, a primeira que ele dirigia a ela. Muito mais pelo que era em si. Muito mais ainda porque vinha dele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    Não mesmo. Muito pelo contrário, foi o que teve vontade de responder. Mas, tímida, sorriu:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;    _ O meu cabelo? Você tem certeza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;    _Tenho, outro dia vi você numa foto. Acho que fica bem mais bonita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;    Ela corou. Com certeza, corou. Para disfarçar, tinha duas saídas: fazer uma piadinha ou falar meia hora sobre toda a dificuldade que tinha para tentar disfarçar a rebeldia das madeixas, o que invariavelmente despertava risadas. Daria no mesmo. Ficou no meio do caminho e deu uma respostinha clássica e sem graça:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;    _ Naquela foto, meu cabelo estava molhado. Se eu soltar a trança agora, você vai mudar de opinião num instante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;_ Eu acho que não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;   &lt;br /&gt;    Hum, pensou.  Pegou o copo de água e saiu da cozinha, antes que ele a convencesse a se livrar do prendedor na frente de todo mundo. Uma leve picada doeu-lhe bem atrás da orelha, lugar da famosa pulga-clichê: Será?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;    Mas só conseguia se lembrar de todas as sugestões que recebia para que prendesse os cachos. Mesmo nos dias em que, no fracassado esforço para acertar, ela passava horas a arrumá-los cuidadosamente para poder deixá-los soltos. Mas e então. Será?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;    Estava a caminho do banheiro, para dar uma discreta conferida, quando foi interrompida pela força de uma constatação a respeito de outra: “Você fica bem mais bonita de cabelo solto”.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;    Olha... Então não era que não gostasse de elogios. Gostava sim, mas só dos que são, ao mesmo tempo, inéditos e inesperados. Ainda que discordasse deles, conseguia sentir o agradável friozinho da lisonja.&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;    Segurou a ponta da trança por dois segundos. Será? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;    Acabou dando mais duas voltas no elástico pra se certificar de que continuaria presa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    Mas foi pro elevador sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="javascript:void(0)" onclick="return false;" tabindex="10"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-322676790270709307?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/322676790270709307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=322676790270709307&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/322676790270709307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/322676790270709307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/06/uma-cena-de-maria-joana.html' title='Uma cena de Maria Joana'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-711841170810796905</id><published>2007-06-09T02:33:00.000-03:00</published><updated>2007-06-09T02:36:47.464-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quarto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lygia'/><title type='text'>Nas madrugadas</title><content type='html'>Confesso. Confesso a minha promiscuidade compulsiva. Não passo uma única noite sozinho no quarto. Na minha cama tenho sempre companhia. Às vezes, num desejo insaciável, até me entrego a mais de um. E passamos horas rolando na cama e só depois de muito tarde viro e durmo. Acordo cedo, tonto de sono e querendo mais. Torço para o dia passar depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho preconceitos. Pode ser novo, velho, homem ou mulher. Mas, admito, tenho meus preferidos. José e Gabriel são casos sérios. Me fazem perder noites inteiras de sono. Quando começo, não consigo mais parar e vejo a hora passar e quanto mais me entrego, mais desejo me entregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sentia falta de uma presença feminina na minha cama. Até que conheci a Lygia. Meu Deus, a Lygia, minha mais recente paixão. Noite e noites embriagado com Lygia e suas palavras sacanas, sua ironia sutil, suas várias personalidades e sua maneira simples de falar de amor. "Não se arranca o bem-querer do coração", palavras dela. Lygia, quem mais seria capaz de dizer algo assim tão óbvio e, por isso mesmo, tão indizível, invisível, impensável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio mais um capítulo. As páginas se sucedem como vagões de um comboio interminável que não canso de ver passar. Os ponteiros saltam em quartos de hora e não sou capaz de fechar o livro. O sono fica cada vez mais distante e a manhã, cada vez mais próxima. Vem, minha Lygia, que parei para escrever essas bobagens e já estou morrendo de saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-711841170810796905?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/711841170810796905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=711841170810796905&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/711841170810796905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/711841170810796905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/06/nas-madrugadas.html' title='Nas madrugadas'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-8550943296932437985</id><published>2007-05-28T00:11:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T00:15:01.657-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trifosfato de adenosina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula'/><title type='text'>Trifosfato de Adenosina</title><content type='html'>O acontecimento mais marcante do dia foi a lembrança dessa substância de nome imponente. "Acho que vou até dormir quando chegar em casa", comentei. "Você está precisando de uma cama".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. O que preciso mesmo é de trifosfato de adenosina. Cama eu já tenho, atrás de mim neste momento, mesmo sentado. Aliás, é muito difícil achar uma posição na cadeira quando se tem uma cama colada nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas horas passaram como sonhos. Tudo na sala é envolto em névoa. A voz do professor faz eco. A minha não faz o menor sentido. Não sei porque resolvo falar e gastar minhas valiosas reservas de energia movimentando os músculos da face, fazendo esse esforço intenso de obrigar o ar a passar pelas cordas vocais. Articular a fala, que hábito desnecessário. Que vontade de grunhir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falo justamente sobre sonhos, num exercício de metalinguagem. E falo, e sonho, e coço, e rabisco o papel e olho ao redor e essa gente séria. Chega, cansei, está na hora de levar a cama de volta pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-8550943296932437985?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/8550943296932437985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=8550943296932437985&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/8550943296932437985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/8550943296932437985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/05/trifosfato-de-adenosina.html' title='Trifosfato de Adenosina'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-8927151765107673945</id><published>2007-05-25T18:55:00.000-03:00</published><updated>2007-05-25T18:56:25.627-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Proibido Proibir</title><content type='html'>Pois digo desde já que não sou crítico de cinema, nem quero ser. Aliás, apesar de estudar em um campus onde funciona um dos mais conceituados cursos de cinema do país, pouco sou além de leigo no assunto. Mas amo, e de vez em quando ouso até dar uma opiniãozinha mais, digamos, técnica. Quem não resiste a se sentir sabido, mesmo que não o seja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis linhas só pra dizer que assisti a &lt;a _fcksavedurl="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/proibido-proibir/proibido-proibir.asp" href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/proibido-proibir/proibido-proibir.asp"&gt;Proibido Proibir  &lt;/a&gt;nessa segunda-feira, lá no Cinearte da UFF (O quê?! Cinema dia de semana?! Pois é, desempregado em fim de faculdade tem certos privilégios). Por belíssimos dois reais, tive um bom divertimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, o filme tem algo que adoro ver no cinema nacional. Cenários nossos, brasileiros, do nosso cotidiano. O cinema hoje em dia tem papel fundamental na construção do imaginário e dos referenciais culturais de um povo. Pois o cinema confere uma aura de existência a tudo o que ele toca, e essa aura que, junto com os outros elementos da nossa vida cultural (como o jornalismo, a música, a televisão etc)  nos ajuda na contrução da nossa identidade.  Parece meio viagem pseudo-intelectual, mas um exemplo simples  pode atestar e esclarecer essa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um filme de ação. Nesse filme, além de muito sexo, cenas empolgantes de porradaria e explosões, há, é claro, uma cena de perseguição de carros. Onde seria essa perseguição? Que tal na &lt;a _fcksavedurl="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Golden_Gate" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Golden_Gate"&gt;Golden Gate&lt;/a&gt;, em São Francisco? Não é difícil de imaginar um poderoso filme de ação que se passe todo nessa ponte californiana. Agora, imagine se a cena de perseguição é na Ponte Rio-Niterói? Estranho, não? Até um pouco humorístico. É difícil imaginar sem ser brincando um filme com os nossos cenários, assim como é complicado pensar em um vilão de filme de superheróis chamado João. Isso é porque esses nomes e esses lugares, tão nossos, não estão ainda no nosso imaginário cultural, do qual o cinema é elemento indissociável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de baboseira meio filosófica. O que quero dizer, depois de tantas voltas (se é que você ainda está me lendo), é que a &lt;a _fcksavedurl="http://www.ufrj.br" href="http://www.ufrj.br/"&gt;UFRJ&lt;/a&gt;, a linha do trem, a &lt;a _fcksavedurl="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_da_penha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_da_penha"&gt;Igreja da Penha&lt;/a&gt; e o nosso subúrbio estão todos lá no filme. Bem ou mal retratados, não importa. Já bato palmas para essa iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, em termos de enredo, roteiro, essas coisas, não achei o filme grandes coisa. Me manteve interessado até o fim, mas não foi muito além disso. Afora o Caio Blat - fenomenal -, as atuações são todas medianas ou pior, o que, nas palavras de um amigo meu, nos faz "descolar um pouco da trama".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que foi um filme de baixo orçamento, o que pode ter apressado as filmagens. Isso comprometeu um pouco o visual do filme, que poderia ter sido mais bonito. Todas as externas são em dias muito feios, e a fotografia não vai muito além do básico, apesar do fotógrafo Luís Abramo ter realizado alguns planos primorosos em termos de composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora só me chamou a atenção por uma coisa: a música &lt;a _fcksavedurl="http://nelson-cavaquinho.letras.terra.com.br/letras/47647/" href="http://nelson-cavaquinho.letras.terra.com.br/letras/47647/"&gt;"Juízo Final"&lt;/a&gt;, de &lt;a _fcksavedurl="http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/nelson-cavaquinho.asp" href="http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/nelson-cavaquinho.asp"&gt;Nelson Cavaquinho&lt;/a&gt;. Sou amante do estilo, e confesso que fiquei com vontade de ver o filme só porque ouvi esse samba tocando no trailer, antes de uma sessão de &lt;a _fcksavedurl="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/cartola/cartola.asp" href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/cartola/cartola.asp"&gt;"Cartola"&lt;/a&gt; no Odeon. Seu tom melancólico e meio profético combina muito com o filme. Isso aliás me leva a uma das questões principais, que é sobre o que o filme trata. Li numa &lt;a _fcksavedurl="http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/post.asp?cod_Post=55702" href="http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/post.asp?cod_Post=55702"&gt;entrevista com o diretor&lt;/a&gt; que, originalmente, a história seria passada em 68, mas acabou sendo trazida para os dias de hoje. A idéia seria falar sobre as mazelas do país e sobre como a juventude contemporânea lida com elas. Mais especificamente a juventude classe média, que freqüenta as universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é passado de maneira não mais que "legal".  Assim como a história em si não é mais do que divertida, a abordagem temática e reflexiva não é muito mais do que "interessante", mostrando o jovem "porra louca" e apolítico, mas de bom coração (Caio Blat), como o retrato da nossa juventude de hoje. Os personagens sentem na pele os problemas da corrupção, da pobreza e da falta de apoio das instituições. Os personagens estão sempre sozinhos, por contra própria, contra as mazelas do Rio. Talvez essa seja a mensagem do filme, trazer os problemas da nação bem na frente dos olhos da (não tão) protegida classe média. O filme termina indefinido, não se sabe se o final vai ser feliz ou não. Mas e no nosso dia-a-dia? A gente sabe se vai terminar tudo bem com o Brasil e o Rio? Quem sabe sim, e um dia, nas palavras do grande Nelson Cavaquinho (cuja música supracitada toca nos créditos finais), "o amor será eterno novamente"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-8927151765107673945?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/8927151765107673945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=8927151765107673945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/8927151765107673945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/8927151765107673945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/05/proibido-proibir.html' title='Proibido Proibir'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-117140839315532446</id><published>2007-02-13T21:13:00.000-02:00</published><updated>2007-02-13T21:13:13.270-02:00</updated><title type='text'>`Página 34</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Não havia pastel de queijo. Tinho achou ótimo, pois também não havia a vontade de comer pastel. Então saiu à caça de um pouco de tempo consigo mesmo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Foi em frente, pelo mesmo lado da rua, por exatos três quarteirões, quando mudou de lado e entrou na livraria. Então, aconteceu-lhe algo inusitado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Olhou para a prateleira e viu três exemplares do seu livro de poesia favorito, um do lado do outro. Aquela cena teria sido normal, não tivesse ele se dado conta de que nunca mais havia visto o tal livro à venda desde que garantira o seu. Sorriu. Abriu um deles, para sortear um poema. E foi neste ponto que o inusitado se deu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Antes de abrir, havia decidido que queria para si o poema que a mão esquerda estivesse segurando. Por dois segundos apertou-o com “bem força”, pra transmitir ao poeta seu exato estado e receber em troca a poesia correta. Respirou fundo e...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Deu de cara com uma página em branco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sua mão esquerda segurava uma página em branco. Talvez a única página em branco do livro inteiro. Na outra, um título pequenininho anunciava o início da segunda parte. Poesia alguma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Olhou para um lado, pra outro, para a capa do livro. Riu. Riu, riu, riu, baixo e sozinho. Sua mão esquerda segurava a única página em branco que talvez houvesse no livro inteiro. Devolveu-o à estante. Respeitou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Se bem conhecia os momentos de troca que tinha com o tal poeta, sabia bem que ele o entendia com a perfeição que lhe faltava. Ele o adivinhava. E aquela página em branco só queria dizer uma coisa, uma coisa que se escondia dentro dele: em tempos como aqueles, não se adequava a poesia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Já disse que ele colocou o livro de volta à estante. Ficou paralisado por alguns instantes, rendendo homenagem àquele acontecimento. Jamais, em sua vida, o abrir de uma página ao acaso revelou coisa tão apropriada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Batang;"&gt;Alegrou-o como música a doce tristeza daquele momento. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-117140839315532446?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.triovirado.blogspot.com/' title='`Página 34'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/117140839315532446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=117140839315532446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/117140839315532446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/117140839315532446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/02/pgina-34.html' title='`Página 34'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-117132542761185647</id><published>2007-02-12T22:10:00.000-02:00</published><updated>2007-02-12T22:10:27.726-02:00</updated><title type='text'>Vô Almeida &amp; vó Mariazinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.triovirado.blogspot.com/"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Quando nasci, já eram dois velhinhos. Dois velhinhos muito simpáticos que passavam finais de semana na casa verde do caminho para a escola, onde ela havia nascido. Uma casa de varanda grande, em um quintal enorme, onde havia goiabas, bananas, jabuticabas, jacas.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Eu - que nas noites de calor, fazia esse passeio com meus pais, meus avós, meus irmãos - era sempre recebida com ofertas de bombons. Sempre havia muito doce na casa, onde os adultos jogavam bingo e as crianças se divertiam só de observar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Trepadão. Trepadinha. Coisas que se falavam em torno daquela animada mesa de sala e que eu imaginava que não deveriam ser só da família da quina e da cartela cheia, tanto que geravam risadas. “Deve ser besteira”, pensava. E me constrangia comendo balas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Balas, risadas, e o cheiro característico das casas que são limpas mas ficam fechadas. O cheiro, o barulho, o quintal escuro que, à noite, apavorava - tantas coisas que eu sabia que se escondiam por ali. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;As outras crianças, que não conheciam aquele lugar, espalhavam boatos de que era assombrado. Eu guardava o segredo de sabê-lo encantado - e me deliciava: com o louro na janela, o fusquinha azul debaixo da parreira, os melhores saquinhos de Cosme e Damião, as aventuras na vasta selva cercada, o primeiro pé de acerola que via na vida, as xícaras em que nos serviam café e eu bebia com toda pompa, me sentindo respeitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;“Vó, a vó Mariazinha não tem filhos?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Teve. Um menino. Que morreu bem jovem, de leucemia e de quem ela falava como se ele estivesse em qualquer outro lugar distante que não fosse o céu. Como se pudéssemos conhecê-lo a qualquer dia. Os dois carregavam juntos aquela orfandade paterna que disfarçavam com muito açúcar. E, para inveja minha, fazia com que dessem sempre presentes melhores para os garotos. Vangloriavam-se Adrianno, meu irmão, e Cássio, meu primo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Aqueles avós emprestados moravam em um apartamento antigo no Flamengo, cheio de fotos do filho e bibelôs, com vista linda pro Pão de Açúcar. Visitei-os ali única vez, há pouco mais de um ano, quando, por muito tempo que não os via, levei um susto ao percebe-los tão idosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Vô Almeida, meio desanimado, meio deprimido, estava sob os cuidados dela, que insistia para que comesse todo o almoço direitinho, com uma espécie de carinho que vi poucas vezes na vida. Acho que era uma espécie de cuidado melado, próprio das pessoas que adoram um caramelo. Ou desses amores antigos, que nascem doces e não morrem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Vó Mariazinha saiu jovem de Arrozal e casou-se com vô Almeida, que era músico de banda. A minha vida inteira, tiveram cabelos brancos. Os dele, mais que os dela, que sempre andavam presos em um coque muito elegante. Ele sempre de calça social e camisa de botão, com um jeito quieto, e de presença firme. Ela, expansiva, faladeira, ativa e carregada das bijuterias que ela mesma fazia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Numa dessas coincidências sem explicação da vida, acordei, hoje, com um sonho em que ele chegava à casa verde numa manhã ensolarada.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Com a antiga cerca nova, as janelas escancaradas, as árvores bem cuidadas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ele vinha devagar, com a cara iluminada. Ela – subentendia-se – estava dentro, talvez na sala. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Vô Almeida morreu hoje de manhã, não sei de quê. Mas se sou uma boa captora das histórias que não me contaram, posso dizer de que foi de chorar. Chorar os exatos 103 dias que esteve a acordar sem ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;Se o céu existe e tem uma casa verde, ela está de portas escancaradas. É verão. Eles estão jogando bingo agora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-117132542761185647?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.triovirado.blogspot.com/' title='Vô Almeida &amp; vó Mariazinha'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/117132542761185647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=117132542761185647&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/117132542761185647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/117132542761185647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2007/02/v-almeida-v-mariazinha.html' title='Vô Almeida &amp; vó Mariazinha'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-116352980039394156</id><published>2006-11-14T16:43:00.000-02:00</published><updated>2006-11-14T17:05:55.426-02:00</updated><title type='text'>Correspondência</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.triovirado.blogspot.com/"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Presa por um ímã à porta da geladeira:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Carmem, minha eterna,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Tomei a liberdade de mexer na sagrada gaveta da sua escrivaninha e pegar um papel emprestado. Este. Que uso para pedir que me perdoe, mais que minha partida, esta enorme covardia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Vim buscar minhas coisas, como você sugeriu. Sei que esperava que viesse em horário em que pudesse encontrá-la para conversar – os sangues mais frios e as cabeças no lugar. Não quis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Quero que você me perdoe por não ter, para olhar em teus olhos e dar explicações, a mesma coragem que tive para juntar minhas coisas e arrumar as malas. Desculpe-me, mas teus olhos feridos não sou capaz de suportar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sei que para você a dor foi ainda agravada pela surpresa. Talvez tivesse sido melhor que você só soubesse de mais coisas mais tarde. A mim, parecia que você se sentiu traída duas vezes. “Com um homem? Com um homem?”, você gritava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Bem, você sabe o que gritava, não preciso repetir. Digo apenas para que você saiba que a força que ostentei para abrir mão desfazer nossos laços e nossos caminhos não é bastante para encarar todo o estrago que te causei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Preciso me refazer também.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Imagino que saiba que também ando me contorcendo. Este homem deu ao fim de nossa história o tom estarrecedor das coisas surreais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Dê-me um tempo sem palavras. Precisamos as duas doer. Dor de homem. Por essa eu não esperava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Daqueles, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;Sylvia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;/p&gt;P.S: Notei que mudou o sofá de lugar. Tinha razão. Ficou melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em um envelope verde, junto a um embrulho entregue pelo porteiro:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Sylvia, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Você esqueceu este despertador. Trouxe-o para poupá-la do trabalho de buscá-lo. Também prefiro não te ver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Não se preocupe. Quando cicatrizam os talhos, as palavras fluem. Se necessárias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Por fim, não seja estúpida. Essa dor não tem nome, não é “dor de homem”. Fosse o Gustavo um cachorro, doeria o mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Carmem&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-116352980039394156?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.triovirado.blogspot.com/' title='Correspondência'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/116352980039394156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=116352980039394156&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/116352980039394156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/116352980039394156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/11/correspondncia.html' title='Correspondência'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-116042767452895685</id><published>2006-10-09T17:59:00.000-03:00</published><updated>2006-10-09T18:01:14.536-03:00</updated><title type='text'>Bolão</title><content type='html'>As lotéricas estão lançando um novo jogo: quantos fios de cabelo há no cocuruto do Alckmin?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-116042767452895685?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/116042767452895685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=116042767452895685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/116042767452895685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/116042767452895685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/10/bolo.html' title='Bolão'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115876880781593585</id><published>2006-09-20T13:13:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T17:20:29.216-03:00</updated><title type='text'>A cegonha aponta no horizonte</title><content type='html'>Tomei um susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia tomado um outro, nem faz tanto tempo assim, quando minha amiga de infância, Kelly, resolveu ser a primeira de nós a dar à luz um rebento. Bem, na verdade, foi o rebento quem resolveu se dar à luz. Mas isso não tira de sua mãe o posto de pioneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que queria falar comigo e, como há muito tempo não conversávamos, logo desconfiei do tópico. Foi só esperar a confirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, naquela manhã ensolarada de domingo, ela entrou na minha sala, sentou no sofá sem dizer uma palavra, cruzou as pernas e, como se só estivesse ali para fazer aquilo,  abriu o Extra e começou a ler as machetes com o ar mais casual que podia forjar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a Sil, nossa outra amiga de infância que também estava em cena, com uma cara de "O que ela está fazendo?". Ela me devolveu uma cara de "Ela sempre foi estranha assim". Aí, como se não tivesse percebido a curiosidade que pairava, ela interrompeu o curto silêncio cheio de caretas que havia se instalado. Com um golpe típico de sua delicadeza, abaixou o jornal e anunciou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô gravida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio de novo. Sil obeserva o quadro com cara de "Já sabia". E eu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ruim, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também achava que já sabia. Já estava preparada e até esperando pelo que ouvi. Mas ouvir foi chocante. Ouvir tornou a desconfiança uma verdade. Meu Deus, como pode? Não faz dez anos que estávamos jogando taco na rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caraca" e "Nada a ver essa blusa" foram as duas coias que pensei. "Caraca" porque é de praxe. Sempre ajo como de praxe quando tomo sustos. E "Nada a ver essa blusa" porque ela estava com uma blusa rosa que não tem nada a ver mesmo. Não consigo evitar constatações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê anunciado na ocasião tem, hoje, 1 ano e dois meses. Chama-se, depois de muita dúvida acerca do nome, José Mauro Neto e tem a madrinha mais desiquilibrada e neurótica de que se tem notícia: eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não consegui me recuperar do susto. E ainda, às vezes, me parece surreal que vá até a casa da Kelly para insistir que meu pobre afilhado repita para mim suas gracinhas e - pelo amor do senhor, só dessa vez - permaneça olhando para a câmera enquanto eu o fotografo. Eu deveria estar indo até lá para convocá-la a completar o timinho, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Faz muito tempo - e só agora me dei conta! - que não jogamos nada. Ela virou mãe e eu, dinda. É estranho e a criança vai crescendo dia-a-dia, fazendo as vezes de cronômetro para mim. De vez em quando, olho para a Kelly e não consigo conceber que, de fato, aquilo tudo é de verdade e não mais uma de nossas brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter uma criança por perto é alegre e assutador. Torna o futuro  muito palpável, muito presente, provando que o tempo é como diziam. Passa mesmo. Achava ainda que teria um bom espaço dele para me acostumar a tudo isso. Mas, ontem, meu telefone tocou. Mal ouviu minha voz, minha mãe foi direta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó, não conta pra ninguém que é pra ser surpresa: você vai ser tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mesmo, tudo de uma vez. Dei uma parada. "Caraca" e "Putz, vai comprometer o caimento do vestido" foram as duas coisas que pensei. "Caraca", dessa vez, foi ao quadrado. Afinal, eu sequer desconfiava. E "Putz, vai comprometer o caimento do vestido" porque minha irmã vai ser madrinha de casamento de uma amiga em novembro. (Acho que bebês, de alguma forma, despertam meu lado Glorinha Kalil.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ser tia. Fui tomar banho pensando se meu sobrinho vai ficar parado enquanto eu faço fotos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115876880781593585?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.triovirado.blogspot.com/' title='A cegonha aponta no horizonte'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115876880781593585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115876880781593585&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115876880781593585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115876880781593585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/cegonha-aponta-no-horizonte.html' title='A cegonha aponta no horizonte'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115844811013774027</id><published>2006-09-16T19:57:00.000-03:00</published><updated>2006-09-16T20:08:30.153-03:00</updated><title type='text'>Na onda das eleições</title><content type='html'>Duas semanas para as eleições. Em tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;- Momento cultura inútil: sabe de onde veio o termo "candidato"?&lt;br /&gt;- De cândido?&lt;br /&gt;-  Mais ou menos. Do latim "candidati", que quer dizer "os muito brancos", ou coisa que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que, na Roma antiga, quem se candidatava a qualquer cargo costumava clarear bastante suas togas, pra que ficassem muito brancas. Deve&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;ser por isso que há tantos médicos na política hoje.&lt;br /&gt;- Se isso fosse verdade, cabeleireiros e açougueiros também se candidatariam muito. Aliás, cabeleireiros não. Isso não existe mais. Agora é hair stylist, que é muito mais fácil de escrever.&lt;br /&gt;- Ou barbeiro...&lt;br /&gt;- Barbeiro??? Ninguém mais fala barbeiro. Agora é hair stylist, juro! Outro dia fui cortar o cabelo e pedi o cartãozinho do cabeleireiro. Tinha escrito lá apenas assim, em letras centralizadas: "Fulano de Tal - Hair". Mais gay impossível.&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vote consciente! Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115844811013774027?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115844811013774027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115844811013774027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115844811013774027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115844811013774027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/na-onda-das-eleies.html' title='Na onda das eleições'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115829234759088640</id><published>2006-09-15T00:50:00.000-03:00</published><updated>2006-09-15T00:52:27.590-03:00</updated><title type='text'>E não é que o blog tá andando?</title><content type='html'>"Em casa de subúrbio, televisão é relógio". Gosto da simplicidade categórica desse tipo de frase. São as únicas que nos abrem sorrisos contidos demais para não mostrarmos os dentes, mas largos o suficiente para que os notemos. E isso que é sorriso bom!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115829234759088640?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115829234759088640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115829234759088640&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115829234759088640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115829234759088640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/e-no-que-o-blog-t-andando.html' title='E não é que o blog tá andando?'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115829207034919248</id><published>2006-09-15T00:44:00.000-03:00</published><updated>2006-09-15T00:55:10.020-03:00</updated><title type='text'>Pela tangente</title><content type='html'>Quanto ao desafio do Crassus, meto meu rabo entre as pernas e digo: "foi mal aê...". Já disse em um outro país  dessa internet que raramente memorizo o que leio, não sei citar, não sei nem parafrasear. A coisa adentra o sistema, mas se mistura na zona-de-quarto-de-moleque-de-dezesseis-anos-chato-e-remelento de lá de dentro. Dissolve-se. Vira o quê? Vai saber. Mas se perder não se perde não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito-me: eu não leio; faço digestão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115829207034919248?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115829207034919248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115829207034919248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115829207034919248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115829207034919248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/pela-tangente.html' title='Pela tangente'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115829180362435721</id><published>2006-09-15T00:22:00.000-03:00</published><updated>2006-09-15T00:43:23.666-03:00</updated><title type='text'>Filhos, os bichos de estimação</title><content type='html'>Por favor, por favor! Ei, eu estou com o braço levantado! Espera a sua vez, Wellington! É que eu queria também fazer um comentário sobre essa história do acidente na Lagoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, acidente uma ova. Quem dirige bêbado e em alta velocidade do jeito que eles estavam não sofre acidente. Comete homicídio e - efeito colateral irritante - suicídio também. Por mais que tenham matado aula pra vagabundear no Rio Sul, todos os cinco mortos deviam ter conhecimento, ainda que superficial, das leis da física. Sabiam sim o que estavam fazendo; só eram idiotas demais para fazê-lo ainda assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idiotas sim; coitados não. Cala a boca, Wellington! Depois você dá a sua opinião, e diz por quantas linhas você quiser o quanto o Estado e os pais são culpados dessa tragédia. É que você e muitas pessoas têm a mania de achar que jovem é uma mistura de bicho de pelúcia e portão recém-pintado. Não tente entender a metáfora, só preste atenção no fato de nenhum dos dois é dotado de razão. Trata-se o jovem como se fosse um ser inanimado, sem a menor capacidade de discernimento ou noção de perigo. Culpa-se as autoridades e os pais como se, enfim, eles devessem ser os protetores eternos dos cinco adolescentes, incapazes de saber que brincar com fogo dá queimadura. Vai catar coquinho, Wellington! A polícia tem mais o que fazer do que ser babá de criança retardada, e os pais estão ocupados demais pra ficar lambendo crias de quase 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreram. Triste? É claro que é. Mas que assumam a responsabilidade ao menos na morte; já basta se esquivarem dela em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fala, Wellington!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115829180362435721?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115829180362435721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115829180362435721&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115829180362435721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115829180362435721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/filhos-os-bichos-de-estimao.html' title='Filhos, os bichos de estimação'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115820515498777466</id><published>2006-09-14T00:14:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T00:39:14.996-03:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Já passou da meia-noite. Eu trabalho amanhã. Deveria estar na cama. Numa noite normal, estaria. Até tentei. Fui deitar cedo, antes da novela das 8 acabar. Em casa de subúrbio, televisão é relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei e peguei um livro. Sempre leio na cama, antes de dormir. A História do Cerco de Lisboa está esquentando agora. Não consegui parar de ler. Perdi o sono. E olha que estava cansado. Vim para o computador para ver se tinha alguém online para me ouvir dizer o quanto Saramago é foda. Não tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vou passar o dia que nem um zumbi por causa desse velho portuga. E não terei tempo para ler durante o dia. Vou ficar esperando para ler de noite. São raros os autores que me fazem perder o sono. Só Saramago e Garcia Marques, até agora. Subitamente me dei conta de que passo as madrugadas na companhia de dois coroas medonhos e ainda sinto prazer com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite. Vou voltar para o meu livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115820515498777466?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115820515498777466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115820515498777466&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115820515498777466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115820515498777466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/insnia.html' title='Insônia'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115794033077172355</id><published>2006-09-10T22:57:00.000-03:00</published><updated>2006-09-10T23:05:30.786-03:00</updated><title type='text'>Um comentário desagradável acerca dos jornais da semana</title><content type='html'>É absolutamente ridícula a forma como a mídia explora o acidente que matou aqueles jovens bêbados, inconsequentes e motorizados na Lagoa, na semana passada. Ué, você não soube? Que honra tê-lo por aqui, caro E.T. Deixe um comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Globo estampou na capa durante toda a semana algum assunto relacionado ao acidente. Forçando a barra até não poder mais, a batida serviu para abrir os olhos dos brasileiros diante do perigo da fórmula álcool + volante, como se fosse uma grande novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltaram propagandas oportunistas. Deram mole, publicitários. Que lindo seria a Ambev fazendo uma grande campanha de conscientização: se faz de boazinha e, de quebra, fideliza cliente, agrega valor à marca, chama atenção para o produto, melhora sua imagem institucional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ver se a batida fosse lá em Campo Grande. Um Fiat Uno ano 91 cheio de adolescentes que tomaram todas na barraquinha de podrão perto do West Shopping capotando 5 vezes no caminho para Santa Cruz é apenas um grupo de pobres coitados pagando um preço alto pelo mínimo de diversão que se dão o direito de ter. Não é pauta, a não ser para O Povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais AB que seja o público-alvo, nada vende mais jornal do que uma tragédia bem escabrosa. Nisso tanto o Povo quanto o Globo concordam. E aproveitam esse nosso estranho fetiche. Duvido que o número de jovens recém-conscientizados seja proporcional ao lucro, aos comentários, à repercussão. Alguém que paga 80 reais de consumação numa boate não vai jogá-los fora nem depois de uma semana de intensa lavagem cerebral. Até porque a boate não vai reduzir o preço. Minha sugestão? Encareçam a cerveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115794033077172355?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115794033077172355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115794033077172355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115794033077172355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115794033077172355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/09/um-comentrio-desagradvel-acerca-dos.html' title='Um comentário desagradável acerca dos jornais da semana'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115698396078788632</id><published>2006-08-30T21:16:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T21:26:00.800-03:00</updated><title type='text'>Na onda dos partos, os bebês.</title><content type='html'>'A minha parteira favorita. Da minha parteira favorita&lt;br /&gt;É-me  sempre uma alegria ter nos braços um dos de Cecília. Esse, em especial, eu acaricio como se fosse meu. Ninguém me convence de que a canção não seja minha. Trato- a com as honras cabíveis ao segundo favorito de qualquer pessoa. Que venham os seus segundos favoritos. Desafio-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:+1;"&gt;Canção Excêntrica &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando à procura de espaço&lt;br /&gt;para o desenho da vida.&lt;br /&gt;Em números me embaraço&lt;br /&gt;e perco sempre a medida.&lt;br /&gt;Se penso encontrar saída,&lt;br /&gt;em vez de abrir um compasso,&lt;br /&gt;protejo-me num abraço&lt;br /&gt;e gero uma despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se volto sobre meu passo,&lt;br /&gt;é distância perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração, coisa de aço,&lt;br /&gt;começa a achar um cansaço&lt;br /&gt;esta procura de espaço&lt;br /&gt;para o desenho da vida.&lt;br /&gt;Já por exausta e descrida&lt;br /&gt;não me animo a um breve traço:&lt;br /&gt;- saudosa do que não faço,&lt;br /&gt;- do que faço, arrependida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115698396078788632?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115698396078788632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115698396078788632&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115698396078788632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115698396078788632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/08/na-onda-dos-partos-os-bebs.html' title='Na onda dos partos, os bebês.'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115697935329587177</id><published>2006-08-30T20:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T20:09:13.313-03:00</updated><title type='text'>Seria Pompeu uma parteira?</title><content type='html'>Dado o esforço em que este triúnviro aqui faz em levar o blog à frente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Me refiro ao texto de Crassus, aí embaixo. Viu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115697935329587177?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115697935329587177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115697935329587177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115697935329587177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115697935329587177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/08/seria-pompeu-uma-parteira.html' title='Seria Pompeu uma parteira?'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115679469835463124</id><published>2006-08-28T16:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T19:55:59.896-03:00</updated><title type='text'>Partos</title><content type='html'>Não andar sempre com um caderno à mão tem provocado em mim sintomas que julgo serem de uma doença nova: escrita reprimida. E como sofro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Coisa que nasce para ser escrita deve estar acompanhada de papel e caneta desde os primórdios da concepção. Isso para evitar que, caso venha ao mundo prematuramente,  precise ser precaraiamente amparada pelas pontas dos dedos. E mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nas pontas dos dedos levam dias a esperar pela caneta que as venha socorrer do risco de serem esquecidas, aconchegando-as em um papel. Qualquer caneta. Qualquer papel.  As palavras que chegam às pontas dos dedos só anseiam por existir. E palavra que nasce para ser escrita só existe no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Nos meus dedos, há meses, formam-se enormes filas. Palavras e mais palavras concebidas, geralmente, em movimento, no meio da rua, da mesma maneira inesperadas que muitas crianças surgiram por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Um movimento súbito nas entranhas. Ou em qualquer outra parte. Um movimento tão característico, uma pontada tão específica e tão brusca que, certamente, dá até uma freiada no ritmo dos passos: Opa! Acho que fiz um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nem sempre o papel está à mão. Melhor assim, às vezes. Afinal, um certo tempo separa os momentos da concepção e do nascimento. Como os bebês, as palavras precisam ser geradas com calma para que nasçam perfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não perfeitas de impecáveis (ou dignas da imortalidade). Mas perfeitas para aquilo a que se prestam. No meu caso - boas ou ruins,  não importa -  para dizer aquilo que eu precisava. E causar aquele alívio que a garrafa deve sentir quando vem alguém e lhe tira a rolha: pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Enquanto este momento não chega, a pontada vai se acomodando e se alimentando, principalmente, de palpitações cardíacas e quase tudo o que entra pelos olhos. E vai sofrendo suas variações até que, invariavelmente, sobe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Algumas vezes, para a boca. E se perde  em conversas acaloradas sobre assuntos em que nunca havia pensado. Mas a maior parte delas sobe rumo ao braço direito, onde escorregam para as pontas dos dedos ansiando pelo objeto mágico que as fará dançar em tinta pelas folhas e registrar sua existência. É a redenção do pensamento, não importa quão ruim seja ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O nascer das palavras não merece nem deve ser interrompido. Não é interrompível aquilo que não é físico e surge muito de dentro. O alívio procurado, o único meio de saída, é aquele mesmo  a que elas próprias se destinam. E enquanto ele não ocorre, as letras se debatem. São as contrações pré-parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Se as pobres crianças tivessem, desde cedo, a força das palavras, o aborto seria inviável. E haveria aquelas que pulariam para fora antes mesmo dos três meses, com o suspiro daqueles que só poderiam ter como destino a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas já blasfemo a respeito daquilo que não sei. Até hoje, só pari palavras. E estas não são concebidas por acidente. Nem morrem por escolha daquele que as gera. Palavras têm vida e vontade próprias. E, se existem aquelas que morrem, enquanto ansiamos por seu nascimento, há também as que - sem que queiramos -  brotam, violentas como um estupro. E nascem, felizes, filhas da agressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Atravessando o centro do Rio, sinto pontadas quase sempre. Para alguns destes seres que estão por vir, sorrio, vislumbrando uma eventual e singela beleza. Esses, invariavelmente, morrem. Não importa quantos papéis e  canetas haja ao alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No mesmo centro do Rio, sou violentada quase todos os dias. Sem escolha, sem explicação. Os filhos da violência eu deixo largados dentro de mim, sem direção. E são esses que me voltam em gostos picados à boca e, novamente engolidos, fazem bagunça no estômago. Indiferentes a qualquer tentativa de interrupção. São esses que me acordam do sono e me sentam à cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pop. Estouram feito rolha pela caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ufa. Que alívio parir os deliciosos frutos dos imprevisíveis estupros da vida. Não há pernas que se fechem quando o mundo se revela. E é por eles que lamento não ter cadernos sempre à mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115679469835463124?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.triovirado.blogspot.com/' title='Partos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115679469835463124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115679469835463124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115679469835463124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115679469835463124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/08/partos.html' title='Partos'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115421890389229501</id><published>2006-07-29T21:14:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T21:21:43.900-03:00</updated><title type='text'>Não morreu não</title><content type='html'>Calma, isso aqui não morreu. É que o Crasso é um lesado e tem um monte de posts escritos à mão (e ainda não digitados) e o César mora num inferno onde vive faltando luz e cortando o barato dele no meio da escrita. Quanto a mim, sou o mala que fica falando sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115421890389229501?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115421890389229501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115421890389229501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115421890389229501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115421890389229501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/no-morreu-no.html' title='Não morreu não'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115406022111347599</id><published>2006-07-28T00:49:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T13:37:02.413-03:00</updated><title type='text'>A morte da formiga</title><content type='html'>De uma forma geral, sou uma pessoa pacífica, dessas que condena a e por princípio qualquer tipo de violência. Mas é importante fazer uma ressalva: isso só se aplica a períodos em que minha ira dorme. Se ela estiver acordada, posso ser cruel até a última consequência, como vou ilustrar com uma historinha que se passou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias, andava louca para comer morangos. (Bastante incentivada, é verdade, pelas inúmeras promoções da fruta mais linda da época. Eu como morango pela cor.) Mas, atropelada pela correria das semanas, fui deixando pra ouro dia, outro, outro, outro, outro. Até que hoje, finalmente, resolvi comprar uma caixinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa toda feliz, depois de uma aula cansativa, cortei os morangos em pedaços e comecei a derramar, com muita paciência, o leite condensado endurecido que restava na geladeira quando... Mal creio no que meus olhos detectam: num cantinho do prato, maculando a sacralidade da minha sobremesa-janta, uma daquelas malditas formigonas vermelhas que estão por toda parte. Bebendo do meu leite condensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo me lembrar de acinte maior na História das relações homem-formiga. Aquele minúsculo ser asqueroso conseguiu despertar o delicioso pecado que mantenho, a muito custo, sob controle dentro de mim. Ira. Sem dúvida, o meu favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a frieza de deixá-la a sós com o meu lindo prato e ir até o quarto buscar o objeto de tortura. Uma pinça, com a qual a capturei e joguei em uma das bocas acesas do fogão, onde agora jaz seu incinerado exoesqueleto. E ainda gritei para as outras, que sempre estão por aí, observando a movimentação na minha cozinha: "Que sirva como exemplo.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essas criaturas são vingativas, e nada me convence que não estejam planejando me pegar de jeito. Já seis minutos depois da atrevida ter virado churrasco, encontrei uma delas &lt;em&gt;dentro&lt;/em&gt; da calça do meu pijama, circulando por regiões perigosas. E agora, qualquer movimento suspeito sobre a pele já creio ser um contra-ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso se valeu a pena ter cometido tamanha brutalidade. Estou agora refém da minha própria violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes tivesse feito o de praxe: esmagado com o pé ou jogado no ralo e aberto a torneira. Mas não; quis inovar, inspirada pelos soldados do tráfico. Taí. Posso dormir, e acordar em uma fogueira, no QG da organização a que a morta pertencia. (As mortas, aliás. Depois dessa, já matei mais seis.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu seja obrigada, para salvar minha própria pele, a eliminar todas as outras; uma execução que pode levar anos. E dizimar formigueiros inteiros. Pais, filhos, e até ovos. Uma formificina histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o que eu disse, sou até uma pessoa bem pacífica. Estava quieta na minha. Ninguém mandou que estragassem a minha alegria de comer morangos com leite condensado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115406022111347599?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115406022111347599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115406022111347599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115406022111347599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115406022111347599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/morte-da-formiga.html' title='A morte da formiga'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115311068191672716</id><published>2006-07-17T01:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-17T01:31:21.926-03:00</updated><title type='text'>Porra, orkut!</title><content type='html'>&lt;b&gt;"Sorte de hoje&lt;/b&gt;:  &lt;br /&gt;  Você terá uma velhice confortável com riqueza material".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte de hoje ou de amanhã, cacete?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115311068191672716?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115311068191672716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115311068191672716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115311068191672716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115311068191672716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/porra-orkut.html' title='Porra, orkut!'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115297647456836135</id><published>2006-07-15T12:11:00.000-03:00</published><updated>2006-07-15T12:14:34.576-03:00</updated><title type='text'>Eu tenho ouvidos. E você?</title><content type='html'>Duas das melhores frases que ouvi ultimamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga, justificando por que daria para o Chico Buarque: "Imagina o que eu ia ouvir antes, durante e depois!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo, sobre a participação brasileira na copa: "Nosso quadrado mágico virou cubo mágico.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e outras que a gente dá graças a Deus por ter nascido com ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vocês, colegas inúteis de blog? O que houve? Roubaram as suas bicicletas? Comeram repolho e vomitaram batata? Ou será que os marcianos estão chegando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115297647456836135?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115297647456836135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115297647456836135&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115297647456836135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115297647456836135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/eu-tenho-ouvidos-e-voc.html' title='Eu tenho ouvidos. E você?'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115271597306297995</id><published>2006-07-12T11:48:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T11:52:53.063-03:00</updated><title type='text'>Assanhamento</title><content type='html'>Saiu no Globo Online hoje: Manchester United diz que Cristiano Ronaldo não está à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia causou comoção por aqui. Muita gente queria comprar-lhe o passe, apesar do esquisitíssimo pescoço do craque português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, mulherada. Ouvi dizer que o Bayern de Munique está negociando o nosso Lúcio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115271597306297995?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115271597306297995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115271597306297995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115271597306297995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115271597306297995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/assanhamento.html' title='Assanhamento'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115271535239411583</id><published>2006-07-12T11:42:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T11:42:32.396-03:00</updated><title type='text'>Prisão de texto</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Saiu para dar uma volta. E começou a olhar para as coisas que normalmente não reparava. Não, não tinha a morte marcada e por isso decidira valorizar os detalhes da vida. Não era uma pessoa sensível. Não a ponto de sair para se despedir da vida se atendo a seus detalhes. O que o fizera sair pela rua olhando pedras e sapatos? Tinha quer mostrar serviço. Não qualquer serviço. Ele tinha que escrever. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Sentar, respirar, pensar duas ou três vezes até ter a deixa, respirar de novo e começar a bater. É o tipo de tarefa que ele só cumpre com violência. Mais ainda sob pressão. Então ele bate uma, duas, três vezes. Quase com desespero. Cumpria o dever assombrado pelo perfeito. O perfeito de que o outro era capaz. Não ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Por isso a tensão. Uma letra depois da outra. Só pra cumprir o ofício. Vamos lá - incentivava a si mesmo - dois dedos de frases! Não saía de jeito nenhum. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Meteu a chave na porta e o pé na rua. Os olhos arregalados, quase implorando para que o mundo lhe atirasse no colo algo que viesse já em formato de texto. Alguma daquelas coisas que caem na nossa frente fazendo o exato barulho das teclas sendo agredidas pelos dedos. Coisas que nascem escritas. Raríssimas. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Não aconteceu. A não ser por sacolas de compras, voltou para casa vazio. Jogou-se no sofá com uma dor horrível: escrito entalado. Pior que prisão de ventre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115271535239411583?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115271535239411583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115271535239411583&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115271535239411583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115271535239411583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/priso-de-texto_12.html' title='Prisão de texto'/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115259275946414538</id><published>2006-07-11T01:35:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T01:41:10.040-03:00</updated><title type='text'>E as tensões aumentam</title><content type='html'>Pompeu tenta agendar a vistoria 2006 para a sua querida biga branca. Não consegue.   Descobre que há multas pendentes. Excesso de velocidade. E não é no Circus Maximus. Dessa vez é para a direita que ele inclina seus perspicazes olhos. Bufa, entre dentes: "Césarrr...".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115259275946414538?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115259275946414538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115259275946414538&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115259275946414538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115259275946414538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/e-as-tenses-aumentam.html' title='E as tensões aumentam'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115258854009271932</id><published>2006-07-11T00:27:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T00:30:56.050-03:00</updated><title type='text'>Intrigas na cúpula romana</title><content type='html'>Pompeu tem tido algumas tardes à tôa. Nunca virou nome de salada, e por isso inveja César. Quer aparecer também em algum compêndio de História. Resolve ser um grão-mestre enxadrista, e assinar seu nome ao lado de Kasparov e outros russos cabeçudos. César lhe empresta uns cds maneiros e Pompeu começa a preencher suas escassas tardes-à-tôa com partidas virtuais do esporte. Apanha. Apanha muito. O computador parece roubar. Perde para um tal de Andy umas 5 vezes seguidas. Tenta um adversário mais fraco. Toma de novo. Prestes a jogar o monitor no chão, uma luz acende sobre o seu corpo togado. Pompeu saca tudo. Inclina os perspicazes olhos para a esquerda e deixa escapar: "César..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115258854009271932?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115258854009271932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115258854009271932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115258854009271932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115258854009271932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/intrigas-na-cpula-romana.html' title='Intrigas na cúpula romana'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115232838486056019</id><published>2006-07-08T00:08:00.000-03:00</published><updated>2006-07-08T00:13:04.866-03:00</updated><title type='text'>Excerto de autobiografia</title><content type='html'>Todo Homem busca ser lembrado por séculos. Todo nome procura ser o último grão de areia que passa pelo furinho da ampulheta. Aquele que sobrevive até o fim dos tempos. Bizet, Sófocles, Orwell, Napoleão, Kafka, Maquiavel, Einstein, Galileu, Sócrates: a história é um daqueles livrões do tipo “Who is who”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muitos são lembrados por grandes feitos. Outros, por grandes erros. Há os talentosos, os corajosos, os bíblicos, os autoritários, os guerreiros, os cientistas, os presidentes, os fracassados, os fictícios. Já existiu um tal de Oscar que é lembrado porque virou estátua. Uma Maria que virou drink. Houve até um Isaac Singer que virou máquina de costura. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas eu, amigos, superei a todos. Todos me conhecem e jamais me esquecerão. Sou Júlio César. E virei salada. Alface, croutons, suco de limão, azeite, parmesão, ovos, pimenta e molho Worcestershire. Sem anchovas, é bom deixar claro. Tornei-me incomparável, adorado mundialmente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tentaram! Sim, tentaram ser mais famosos do que eu. Chateaubriand, por exemplo, virou um corte especial de filé mignon. Bem valorizado até. Vende no Zona Sul. Mas esse não oferece muito perigo à minha altivez. Até nos damos bem: eu como entrada e ele como prato principal. Diga-se de passagem, cai muito bem com molho de queijo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Só há neste mundo um único homem que foi capaz de me subjugar: Conde de Sandwich, um jogador inveterado que entrou para história porque não queria largar o baralho nem para comer. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115232838486056019?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115232838486056019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115232838486056019&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115232838486056019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115232838486056019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/excerto-de-autobiografia.html' title='Excerto de autobiografia'/><author><name>Dimitri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115211545093671319</id><published>2006-07-05T13:02:00.000-03:00</published><updated>2006-07-05T13:04:10.946-03:00</updated><title type='text'>Aux armes, citoyens!</title><content type='html'>Onde estarão Crasso e César? - Roma inteira se pergunta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115211545093671319?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115211545093671319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115211545093671319&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115211545093671319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115211545093671319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/aux-armes-citoyens.html' title='Aux armes, citoyens!'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30575049.post-115189645090403005</id><published>2006-07-03T00:13:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T00:14:10.910-03:00</updated><title type='text'>No início não havia nada</title><content type='html'>Como todo pai que tem uma filmadora e registra os momentos que antecedem o nascimento do pimpolho, eis os últimos mágicos momentos em que o Triunvirato ainda não existia. Isso não é um vídeo, e sim uma conversa de MSN. Não adianta procurar o play.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;- Aham&lt;br /&gt;- ?&lt;br /&gt;- Um som aleatório pra te acordar.&lt;br /&gt;- Tô acordado; ouvindo INXS.&lt;br /&gt;- INXS? Eu estou elitista ultimamente. Hoje estava ouvindo Grieg.&lt;br /&gt;- Eu também, mas não só de clássicos vive o Homem.&lt;br /&gt;- Pois é. Nem só de pão de queijo.&lt;br /&gt;- ?&lt;br /&gt;- Pão de queijo.&lt;br /&gt;- E o que que o cu tem a ver com as calças?&lt;br /&gt;- Por acaso o homem vive só de pão de queijo?&lt;br /&gt;- Não, Bernardo, mas... Deixa pra lá.&lt;br /&gt;- Ora bolas, não entendi você agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, você quer ser Pompeu, Crassus ou Júlio César no blog?&lt;br /&gt;- Se importa se eu ficar com Júlio César? Na verdade, só não quero Pompeu porque é nome de velho gordo que usa colete.&lt;br /&gt;- Então eu fico com Pompeu. Porque duvido que a Anna queira ser o velho gordo com colete. Não me importo; gosto de nonsense.&lt;br /&gt;- Mas será que ela vai querer ser um Marcos Licínio? Deixa que ela escolha; o que sobrar fica pra mim.&lt;br /&gt;- Esse era o nome do Crassus?&lt;br /&gt;- Era. Marcus Licinius Crassus.&lt;br /&gt;- Bom, ela tem uma tia que se chama Licinha. Mas é apelido para "Alice".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me ajuda a escolher um endereço para substituir "Triunvirato" ou "Triunviratum"? Num deles tem um cara marcando território, e o outro é de uns espanhóis babacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Linhas e linhas de leigas conjecturas sobre variações gramaticais latinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos pôr "triovirado"?&lt;br /&gt;- Há, boa.&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi dado o clique. Nasceu. Divirtam-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30575049-115189645090403005?l=triovirado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://triovirado.blogspot.com/feeds/115189645090403005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30575049&amp;postID=115189645090403005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115189645090403005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30575049/posts/default/115189645090403005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://triovirado.blogspot.com/2006/07/no-incio-no-havia-nada_03.html' title='No início não havia nada'/><author><name>Bernardo Tonasse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10395286677742143115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.geocities.com/babacaman/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
